Os dez mais… por enquanto!

O ano já se encaminha para a sua segunda metade e, por enquanto, os leitores vorazes já conseguiram dar conta de algumas dezenas de livros. Como também me incluo nesta categoria e já “devorei” quase trinta volumes até agora, resolvi fazer uma lista dos dez melhores até o momento.

Nem todos são livros novos, ou seja, editados entre 2014 e 2016, mas muitos foram adquiridos entre o final do ano e o mês de março, por exemplo. Como sempre faço todos os anos, deixo espaço também para alguns clássicos ou livros famosos que ainda não li.

Antes de mais nada são dicas para quem gosta de ler. Como ainda temos muito tempo até o ano acabar, essa listinha pode sofrer muitas alterações, principalmente porque estou no meio de dois cartapácios de mil páginas: It, a Coisa – Stephen King e Mundo sem fim – Ken Follet que, seguramente, já estão incluídos entre os melhores.

Então, vamos lá:

Galveston (Nic Pizzolatto, 2015, Ed. Intrínseca)Galveston Capa
História policial com jeitão de clássica, este romance sai do comum nesse tipo de literatura e nos brinda com uma narrativa ágil, com algumas reviravoltas e surpresas. Para fãs de boas tramas policiais. Confira a resenha

Missoula (Jon Krakauer, 2016, Cia. das Letras)
Repórter de primeira grandeza, Krakauer expõe neste livro uma verdadeira rede de estupros ligada a um time de futebol universitário da cidade de Missoula. Como sempre, vai fundo nas descrições detalhadas de julgamentos e interrogatórios e mostra uma realidade cada vez mais dura nas universidades norte-americanas. Incômodo, mas necessário.

Bunker, Diário da Agonia (Kevin Brooks, 2015, Plataforma21)
Um livro diferente e para poucas pessoas. Cruel, sem concessões e com um final arrepiante. Mesmo sem agradar a todos, vale pela absoluta capacidade de Brooks de contar uma história de terror moderna com veracidade. Também, um dos melhores que já li.

A Menina da Neve (Eowyn Ivey, 2015, Novo Conceito)
Imagine uma história que mistura drama, fantasia e uma paisagem brutal, inóspita, como o Alasca… É esse livro da estreante Ivey que, por essa mostra, promete se tornar uma grande contadora de histórias. Emocionante, cativante, misterioso e muito bem escrito. Quer mais?

Ratos (Gordon Reece, 2011, Ed. Intrínseca)
Duas mulheres traumatizadas e isoladas são o ponto principal dessa história violenta e absurda, mas absolutamente cativante como narrativa. Algumas pessoas vão ter vontade de roer as unhas durante alguns momentos. Tenso, cru e fantástico.

A Mulher SilenciosaA Mulher Silenciosa (A. S. A. Harrison, 2014, Ed. Intrínseca)
Realmente uma pena que a escritora tenha nos deixado apenas este livro de ficção. Por outro lado, ainda bem que ela teve tempo de concluir esta pequena obra-prima antes de o câncer levá-la. Sem dúvida, um dos livros mais impressionantes que já li; seja pela prosa fluida e precisa ou pela capacidade de contar uma história aparentemente banal de maneira tão hipnótica e sutil. Confira a resenha

O Regresso (Michael Punke, 2016, Ed. Intrínseca)
Tudo bem, você deve ter visto o filme com Leo Di Caprio mas, na boa, a leitura do livro vale muito a pena. Primeiro porque traz muitas diferenças da versão cinematográfica e, depois, porque acrescenta muitos detalhes da história que, mesmo sem parecer, é verdadeira. Muito bom.

Clímax (Chuck Palahniuk, 2015, Ed. Leya)
Absurdo e divertido, este pequeno livro de Palahniuk pode ser considerado o “Clube da Luta” do sexo pós-moderno. Ao contar a história de um playboy bilionário que cria gadgets sexuais femininos viciantes, Palahniuk critica quase tudo: a rendição à tecnologia, a espetacularização do sexo, o egoísmo… e muito mais. Recomendo.

Cotoco (John Van de Ruit, 2010, Ed. Intrínseca)
Engraçadíssimo e bem escrito, esse “diário” adolescente de um menino com pênis minúsculo é absolutamente imperdível. Não dá para parar de ler, é sério. Além de dar algumas pinceladas sobre a vida na África do Sul, o livro fala de amizade, amor e morte como poucos. Demais.

O Estranho Caso do Cachorro Morto (Mark Haddon, 2004, Ed. Record)
Diferente história sob a ótica de um adolescente autista, este livro é quase impossível de ser deixado de lado. Conforme conta as desventuras de Christopher, o autor vai apresentando o mundo autista com maestria. Um livro poderoso para leitores de qualquer idade e tempo.